10 dicas para melhorar a usabilidade de ambientes digitais

Filed Under (Sem categoria) by Carla Martins on 24-09-2009

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Muito legal esse artigo da Smashing Magazine, onde foram reunidas 10 super dicas, de várias pesquisas já realizadas ao longo dos anos, para melhorar a usabilidade de ambientes digitais.

São elas:

  • Formulários

Essa eu não sabia e confesso que,algumas vezes, fiz da maneira errada (até porque isso nunca foi apontado como problemas nos testes de usabilidades dos quais paritipei): os campos de formulários abaixo do seu label são muito mais “usáveis” do que quando os campos ficam ao lado dos nomes.

Isso porque, de maneira vertical, o formulário torna-se mais fácil de ser escaneado pelos usuários.

Exemplo:

Recomendado

formulário correto

Não recomendado

formulario incorreto

  • Foco em rostos e olhos

Estudos de eye-tracking, sobre o qual já escrevi aqui, mostram que as pessoas, instintivamente, retêm sua atenção em outras faces e olhos. Porém, apenas em um primeiro momento, depois as pessoas se focam para a direção do olhar da imagem. Muito interessante!

  • Qualidade de Design

Pesquisas revelam que o design influencia completamente a credibilidade do ambiente digital. OU seja, as pessoas jugam o livro pela capa. Elementos como cores, tipografia, consistência, layout e estilo afetam a maneira com a qual os usuários percebem o site, bem como a imagem que ele passa, que deve ser pensada não apenas quanto a beleza, mas também quanto a sincronia com a sua audiência.

Outros fatores que interferem na credibilidade de um site: qualidade do conteúdo, quantidade de erros, atualizações regulares, facilidade de uso e credibilidade de seus autores.

  • Usuários usam o scroll

Sempre fui dessa opinião e sempre achei que dizer não à rolagem era besteira se alguns cuidados importantes fossem tomados, até porque toda caixa de e-mail tem scroll, bem como todo grande portal, ou seja, os usuários foram se acostumando a scrollar as páginas, sem problemas. Hoje em dia, o uso do scroll não é prejudicial, contanto que o nome do site, seu principal objetivo e o menu estejam sempre ao alcance da primeira vista.

Outro ponto importante é fazer com que o usuário perceba que há scroll na página, ou seja, ter a preocupação de não terminar um texto ou um destaque exatamente na linha do scroll, dando a impressão que de não há mais nada embaixo.

  • Azul é a melhor cor para links

Nenhuma novidade, tendo em vista que isso já é uma convenção. Nesse caso, reiventar a roda não é uma boa.

  • Tamanho da caixa de busca

Eles não devem ser pequenos demais e, dependendo do site, precisam ter um tamanho razoável (esse é o caso de e-commerces, sites imobiliários, entre outros).

O ideal é que a caixa de busca acomode 27 caracteres. Assim, 90% das palavras buscadas poderão ser visualizadas inteiramente, facilitando a edição, a correção e o entendimento do usuário.

  • Espaços brancos melhoram a compreensão

Fato. Layout clean é tu-do!

  • Testes eficientes com usuários não precisam ser extensos

Seguindo a máxima de que qualquer teste é melhor que nenhum, o artigo diz que a maioria dos “achados” em um teste aparecem nos dois primeiros usuários questionados. Os demais apenas confirmam as descobertas. Portanto, se puder fazer testes com poucos usuários, faça. Com certeza eles também serão úteis.

  • Quanto mais informações sobre o produto, melhor

Quem já comprou online certamente concorda com esse item. Para você gastar dinheiro com um produto que você não está tocando ou analisando pessoalmente, o mínimo que se espera é que ele esteja descrito de maneira eficiente e suficiente para me convencer a adquiri-lo.

  • A maioria dos usuários são cegos para anúncios

Isso significa que, se algo não é um anúncio, mas um destaque, e tiver a aparência de um banner, já será ignorado por boa parte dos usuários.  E, ao contrário, anúncios que parecem mais com conteúdo terão mais eficiência e aceitação.

Novas tecnologias mudam jeito de fazer pesquisa

Filed Under (Sem categoria) by Carla Martins on 15-09-2009

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Muito legal essa matéria da EXAME. A reportagem mostra que as novas tecnologias permitiram realizar pesquisas com consumidores sem aquele velho questionário de perguntas. isso porque, com o tempo, percebeu-se que as pessoas respondiam uma coisa, mas faziam outra. Assim, nem sempre o resultado dessas pesquisas levavam a alguma mudança / estratégia certeira para a emrpesa / marca.

Agora, com as novas técnicas, as pesquisas tornaram-se muito mais assertivas. esse é o caso do eye-trecking, uma técnica muito usada em Testes de Usabilidade para rastrear o olho do usuário e perceber qual parte das páginas de um site mais chama a atenção. Principalmente para as áreas de publicidade e para as homes, essa técnica é extremamente recomendada.

Na reportagem, a empresa Kimberly-Clarck é citada pela utilização do eye-trecking para verificar a reação das consumidoras ao serem apresentadas para a embalagem de um novo produto da marca.

A embalagem escolhida atraiu mais olhares para a informação de que o produto era feito de algodão orgânico e vitamina E — dado observado por 69% das entrevistadas.

Aqui é possível ver um apanhado das novas tecnologias utilizadas para entender o comportamento dos consumidores. Vale a pena conferir.

  • Eye-trecking

Muito legal poder conhecer a história dessa técnica. Confira:

Os estudos que basearam a análise do eye-tracking, por exemplo, remontam aos anos 60. O psicólogo russo Alfred Yarbus publicou em 1967 o primeiro trabalho científico em inglês que relaciona o movimento dos olhos à atenção. A teoria saiu do mundo acadêmico para ter uma aplicação comercial massiva apenas neste século.

Investimento em internet: os dez mais

Filed Under (Sem categoria) by Carla Martins on 04-09-2009

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Li aqui a relação dos dez setores que mais investem na internet. Confira (em milhões):

  • 1. Mercado financeiro e seguros R$ 464,1
  • 2. Veículos, peças e acessórios R$ 256,8
  • 3. Telecomunicações R$ 188,4
  • 4. Bebidas R$ 120,6
  • 5. Serviços ao consumidor R$ 97,5
  • 6. Higienepessoal e beleza R$ 93,0
  • 7. Eletrônicos R$ 92,8
  • 8. Mídia R$ 71,3
  • 9. Informática R$ 43,2
  • 10. Cultura, lazer, esporte e turismo R$34,2

Pesquisa traça hábitos de usuários acostumados a navegar

Filed Under (Sem categoria) by Carla Martins on 24-11-2008

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Muito legal e completo o documento da Razorfish, que traz, além de considerações e análises sobre a internet de hoje e o futuro que nos aguarda, uma pesquisa realizada com mais de 1000 usuários dos EUA, todos eles acostumados a navegar e bastante familiarizados com a internet. Das pessoas pesquisadas, 56% eram mulheres e 44%, homens. O objetivo da pesquisa era entender seus desejos digitais, frustrações e hábitos de consumo, por isso, o grupo de usuários tinha que possuir algumas características comuns:

  • Acesso a banda larga;
  • Ter gasto, no mínimo, U$200 em compras online no ano passado;
  • Ter visitado pelo menos um site de comunidade (MySpace, YouTube, Facebook, Classmates, Wikipedia, etc.);
  • Ter publicado algum comentário ou conteúdo online, como fotos, vídeos, música ou notícias.
Esse público foi chamado de “consumidores conectados”. E é assim que vamos também chamá-lo aqui no post, para facilitar.  A pesquisa mostra que a grande maioria desses consumidores estão cada vez mais interagindo e utilizando ferramentas e sites 2.0 no seu dia-a-dia. Confira alguns dados super interessantes:
  • 28% usam o Twitter com frequência. Achei esse número super alto, levando em consideração seu pouco tempo de existência;
  • 41% usam tag clouds com regularidade
  • 52% usam RSS feeds com regularidade
  • 52% compartilharam bookmarks com outros usuários por meio de serviços como delicious;
  • 55% usam widgets em seus desktops com frequência. Esse é outro dado surpreendente porque corresponde a um número bem alto, mais da metade dos entrevistados;
  • 62% usam widgets em sites como IGoogle
  • 81% lêem conteúdos organizados como “Mais lidos” ou “Mais enviados” com frequência.
Apesar de os EUA ainda estarem engatinhando quando o assunto é mobile, assim como o Brasil, alguns aspectos dessa nova mídia foram abordados na pesquisa e trouxeram resultados esclarecedores:
  • 87% enviam e recebem SMS;
  • 82% tiram fotos com seu dispositivo móvel;
  • 67% compartilham fotos;
  • 35% já checou seu e-mail do trabalho via dispositivo móvel;
  • 43% já assistiram vídeos;
  • 46% já acessaram mapas ou pesquisaram endereços;
  • 47% já ouviram música;
  • 50% já consultaram e-mails pessoais;
  • 51% já acessaram um site via dispositivo móvel;
  • 51% já consultaram informações sobre clima, notícias e resultados de competições esportivas via dispositivo móvel.
Todos os dados da pesquisa demonstram um disposição dos usuários para abraçar e utilizar todas essas inovações que, muitas vezes, achamos ser utilizadas pela minoria da minoria. É aquela velha mania de subestiar seu público. E, se na internet isso acontece, com dispositivos móveis não será diferente. Então, mão na massa! Arquitetos estudando documentações e novas tecnologias para suprir essa demanda que já chegou por aqui. Vambora, minha gente…

Design (de Websites) Centrado no Usuário

Filed Under (Sem categoria) by Carla Martins on 24-09-2008

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Assisti a um vídeo muito legal sobre Design Centrado no Usuário e sobre a importância da realização de pesquisas para entender as deficiências dos sites que já existem e as necessidades do público-alvo para o novo site a ser proposto. No caso de empresas que lançam sites pela primeira vez, as pesquisas também são fundamentais, porque mostram o caminho certo a seguir.

Adorei a palestra de mais de 1 hora porque, além da teoria, vários cases são dovulgados, mostrando a necessidade/problema e a solução encontrada, passando pelo tipo de pesquisa adotado para descobrir a resposta. Preocupar-se com o Design Centrado no Usuário tem diversos benefícios, entre eles entender e descobrir as necessidades e os desejos dos consumidores, bem como o real target do seu público. As palestrantes mencionam um fato que, para im, parecia ser um problema maior para o Brasil, mas que percebi ser algo meio universal: muitas empresas não querem “gastar” com pesquisa, fato que é extremamente prejudicial, já que são elas que dão a certeza de saber para quem o site está sendo criado. “Gastar” à toa acontece quando há investimento alto no lançamento de um site que não atende em nada às necessidades de seus clientes.

Quantitativas x Qualitativas

As palestrantes falam também sobre as pesquisas quantitativas e qualitativas. A primeira deve ser realizada quando o ideal é generalizar, saber dados numéricos. Já a qualitative é uma maneira valiosa de pesquisar grupos menores profundamente. É impotante antentar também para a realização da pesquisa no início do projeto.

Testes de Usabilidade

Os testes de usabilidade mereceram destaque na apresentação. Porém, percebi que o que elas chamaram de Usability Tests, de maneira generalizada, tratava-se mesmo da Análise de Tarefas. O legal foi a sinceridade e a objetividade utilizada na explicação.

Você pode utilizar as salas espelhadas, com câmeras gravando todos os movimentos dos usuários. Porém, isso fica muito caro e demora muito mais tempo. Simplesmente chamar pessoas e anotar os imputs é uma maneira mais rápida e barata de obter riquíssimos resultados.

Cases

1. Califórnia Academy of Sciences

  • Pesquisa por telefone
  • Público muito diversificado, cada um com suas necessidades
  • Contar histórias dos cientistas de maneira didática
  • Animação de diversos habitats na navegação: trazer a experiência do museu para o site
2. Museum of Modern Art
  • Site não era flexível para acomodar novos conteúdos
  • Tecnologia ultrapassada
  • Não sabiam com o público
  • Foi realizado Facus Group e Entrevista com Usuários, além de Análise de Tarefas
O que aprenderam
  • Os usuários têm interesse, mas não entendem de arte moderna
  • Não entendiam a divisão do site entre exposição e coleção permanente
  • Precisavam falar de arte de maneira familiar para eles
3. Open Architecture Network
  • Entrevistas por telefone
  • Sistema que comporte muito conteúdo colaborativo
  • Administrador bem elaborado
  • Mecanismo de busca eficiente
4. United Methodist Church Youth
  • Entrevistas individuais e em grupos
  • Pessoas tinham percepção negativa da igreja
Resultados Obtidos
  • Site virou um centro de colaboração, uma comunidade onde os jovens podem interagir por vídeo e comentários.
  • Foi criada uma ferramenta em que o usuário pode contruir uma representação de um desejo ou de uma oração.
5. Once Upon a School
  • Comunidade de professores e alunos para trocar informações
  • Palavra de ordem: colaboração
  • Mecanismo para compartilhar experiências
Conclusões
Não é porque interatividade está nam oda que ela é a solução para tudo. Por isso pesquisas são tão importantes: elas ajudam a encontrar soluções estratégicas.
Abaixo, confira a palestra na íntegra.