Comunicação Empresarial pede profissionais ´mestiços`

Filed Under (Sem categoria) by Carla Martins on 23-11-2009

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Achei GENIAL a palestra de Paulo Nassar, diretor geral da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) e professor doutor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), sobre o perfil dos profissionais que trabalham com comunicação organizacional.

É exatamente o que eu sempre pensei e veio de encontro a tudo o que acredito, principalmente por abordar minhas duas paixões: comunicação empresarial e comunicação digital. Eu, que comecei minha carreira como Assessora de Imprensa, fiquei super feliz de ler essa matéria no Nós da Comunicação.

Abaixo, segue trecho da matéria:

“O comunicador precisa trabalhar dentro de uma visão técnica, ética e estética. Nesta área não é possível sobreviver apenas com uma formação tradicional. A comunicação empresarial busca, cada vez mais, uma narrativa aberta”.

Para ilustrar suas colocações, o professor adiantou alguns dados de uma pesquisa da Aberje sobre o setor que será divulgada no dia 26 de novembro. Utilizando como base a análise de 300 empresas que atuam no Brasil – juntas correspondem a 60% do PIB nacional -, o estudo revelou que no setor de comunicação empresarial, 33% dos profissionais têm como formação de origem o jornalismo; 15% vêm de relações públicas; 11% da publicidade e outros 11% da administração. Isso comprova a distribuição diversificada de currículos na área.

“Hoje, na comunicação organizacional, os profissionais se capacitam com formações complementares. Temos, na área, pessoas com diferentes currículos tradicionais. Atualmente, precisamos trabalhar com a lógica da soma, da mestiçagem, que é um valor reconhecidamente brasileiro”, explica.

E essas são conseqüências das novas possibilidades de diálogo entre as empresas e seus stakeholders. Segundo Paulo Nassar, o uso de ferramentas como os blogs e o Twitter pelas organizações é crescente e está transformando o comportamento do mercado.

“Quem está dentro de uma organização precisa ter uma inteligência estratégica. Na era digital, a informação é uma commodity e se o profissional trabalha com a informação em sua forma bruta ele não terá valor. É preciso fazer uma interpretação qualificada e criar um valor ao seu trabalho”, salienta.

Nos tempos atuais, as empresas têm que medir melhor os seus movimentos. “Qualquer ação empresarial gera controvérsias e diferentes pontos de vista. Qualquer movimento econômico, social ou ambiental da organização mexe com a sociedade. E este cenário está incomodando os protagonistas da comunicação tradicional e os veículos de massa. Não adianta mais impor mensagens à sociedade”.

Na conclusão de sua apresentação, o executivo reconheceu a importância do momento que o setor empresarial vive: “Nunca a teoria e a prática estiveram tão próximas no mundo da comunicação corporativa”.

(Leia na íntegra).

Seguindo nessa mesma linha, li esses dias dois artigos muito bons. Um deles fala especificamente sobre Assessoria de Imprensa x SEO.

Claro que é sabido que os assessores não produzem release só para a internet, mas acho que os textos não perderiam nada se fossem pensados para serem indexáveis. Eles seriam muito eficientes na internet, mas também poderiam facilmente ser publicados em uma jornal ou revista.

Seguem algumas dicas preciosas:

  • Pesquisar o volume de busca para os principais termos do texto
  • Apresentar termos-chave no título
  • Levar textos prontos para se tornarem tags H1 e H2
  • Conter links – com anchor texts
  • Apontar para outros textos
  • Levar fotos indexáveis, vídeos do Youtube.

Muito legal essa integração que a internet faz com profissões meio “congeladas” na sua rotina estabelecida, né? Fiquei apaixonada pelo texto, ainda mais por ter começado minha carreira como Assessora de Imprensa. Está aí uma maneira de esse profissional se diferenciar dos demais no mercado.

(Leia na íntegra).

Outro artigo bem legal é sobre a relação de jornalistas com SEO. Por incrível que pareça, há uma resistência por parte desses profissionais em adequar “seus” textos, que só falta serem tratados como verdadeiras produções artísticas por seus autores, para a realidade da internet.

O “jornalismo de indexação”, como alguns classificam este tema, que conta com o uso de termos-chave corretos nos titles das páginas, nos primeiros parágrafos do texto e alguns outros elementos onpage, pode significar a vida ou a morte aos trabalhos de pesquisa de qualquer redator.

Eu fico meio passada com isso, porque pior do que não saber que o jornalismo já mudou, é saber disso e resistir à mudança. Ainda bem que as coisas evoluem, já pensou que chato seria se tudo ficasse sempre na mesma?

Não me espantará se os jornais começarem a exigir de seus candidatos a emprego a indicação de “Conhecimentos em SEO” em seus currículos. Quem estiver antenado também não terá surpresas.

(Leia na íntegra).

Um esclarecimento

Filed Under (Sem categoria) by Carla Martins on 04-05-2009

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Gente, cozinharam a matéria da Info sobre Arquitetos de Informação (aquela que eu dei entrevista e que foi publicada em março) e colocaram como título: Salários de até R$ 12 mil.

Vamos combinar uma coisa? A profissão é demais (sou suspeita, né?), tem mesmo mercado em expansão, mas não, um AI não costuma ganhar R$ 12 mil, tá? Não mesmo! Isso é completamente irreal. Quem ganha esse salário (no máximo 1% dos AIs) já pode até ter sido AI um dia, mas hoje deve ser empresário, gerente de alguma área ou tem um outro cargo parecido, mas AI mesmo o cara não deve ser mais. Porque, no sentido que a coisa é passada, parece que o povo entra no mercado e daqui a pouco tá ganhando dozezinho, no mole, mole. 

Por isso que há gente nova dizendo por aí que quer ser AI sem ter a menor vocação e gosto pela coisa. Com informação não se brinca, povo. Muito cuidado! Eu, como jornalista, fico passada com isso. Não, na verdade fico irada mesmo. Quer falar que ganha bem, tudo bem. Mas explica direitinho, né? Humpf!

Yahoo paga micão

Filed Under (Sem categoria) by Carla Martins on 06-08-2007

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Eu tenho é pena do jornalista que escreveu essa matéria. Como também sou uma, sei que quase todas as vezes que estamos adiantando um texto sem ter todas as informações das quais precisamos, deixamos um espaço ou palavras de orientação para serem, mais tarde, substituídas pelas informações complementares da matéria.

Neste caso, porém, a palavra escolhida foi deselegante demais. E, para piorar, alguém fez o favor de publicá-la antes da hora. O resultado está aí: micão do yahoo!
# A notícia é do Blue Bus #

Nem Mãe Diná

Filed Under (Sem categoria) by Carla Martins on 29-11-2006

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Devido à preguiça (ou a incapacidade) de achar uma solução melhor para a “internet fora-da-lei”, foi decidido pela 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal que as publicações feitas na internet estão sujeitas à Lei de Imprensa.

Para quem não sabe, a Lei de Imprensa é de 1967, quando nem a Mãe Diná previa que a internet ia existir um dia. Se até para a imprensa tradicional essa lei está pra lá de ultrapassada, imagina para a internet!!!!