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Folksonomia: classificação cooperada
Filed Under (Sem categoria) by Carla Martins on 05-02-2009
Tagged Under : folksonomia, tag
Sabemos que, na era web 2.0, um dado na internet - seja ele um vídeo, um artigo, uma imagem ou qualquer outro tipo de conteúdo - pode ser classificado por outro dado - palavra ou conjunto de palavras que representem um conteúdo. Essa classificação pode ser feita de duas maneiras: por profissionais especializados ou pelos próprios autores. A Folksonomia tornou-se tão relevante por dois principais motivos: ela agrega conteúdos relacionados, organizam informações e auxiliam os usuários a encontrar as informações que procuram de maneira ágil, simples e eficiente.
Nas bibliotecas, todos os documentos são catalogados por especialistas, que seguem regras e metodologias para classificar os conteúdos. Mas as características da internet são completamente diferentes e, por isso, fica inviável que especialistas classifiquem todo o conteúdo produzido na grande rede.
Assim, os próprios autores costumam classificar suas produções, o que remete a um outro problema (já que esses autores nem sempre são geradores profissioanis de conteúdo e sim usuários comuns): a falta de conhecimento e o individualismo (o usuário só pensa nas palavras que fazem sentido para ele e não em como os demais usuários poderiam buscar esse conteúdo).
Alguns sites costumam permitir que os usuários classifiquem conteúdos de maneira moderada, oferecendo algumas opções para escolha, sem que o autor possa acrescentar novas palavras. O problema desse formato está na generalização. Palavras específicas que classificariam melhor o conteúdo acabam sendo ignoradas e os sites acabam tendo muito conteúdo reunido em poucos termos genéricos.
Neste artigo, o autor faz uma análise muito legal das tags mais populares no Flickr e no Delicious. A análise é ótima para analisar o perfil e o modelo mental da maioria dos usuários, no momento de classificar os conteúdos que publicam em ambos os sites.
Em novembro de 2004 as tags mais populares no Delicious eram:
software, design, programming, music, politics, web, news, blog, css, linux, art, osx, java, mac, blogs, reference, fun, python, games, tech, photography, humor, tools, delicious, rss, firefox, toread, comics.
A proposta do Delicious é interessante porque difere dos tipos classificação que mencionei até aqui. Os conteúdos não são classificados nem por pessoas especializadas e nem pelos autores dos materiais, mas sim por usuários comuns que acessaram e se interessaram de alguma maneira por esses conteúdos, formando uma biblioteca virtual. que pode ser usada também por outros membros da comunidades.
Elas mostram que muitas dessas palavras eram termos técnicos, que podemos interpretar como um interesse comum do público que utiliza o site. Outras palavras simplesmente descrevem o tipo de conteúdo adicionado (fotos, humor, engraçado). Já a palavra “toread” indica um tipo de organização feita de um usuário para ele mesmo, sem pensar no uso coletivo da ferramenta. Provavelmente, ele utiliza essa tag para saber quais as páginas que ele precisa voltar para ler.
Já no Flickr, no mesmo período, as tags mais populares eram:cat, friends, dog sky, sea, park, kids, garden, baby, building, flower, flowers signs, sculpture, city, vacation.
E 25% delas eram nomes de países ou cidades. Cores também foram muito utilizadas como tags, assim como os anos 2001, 2002, 2003 e 2004. NO artigo, o autor comenta dois termos também muito utilizados no site, que remetem a conclusões relativas a comunidades, ao ego e a falta de conhecimentos sobre o correto uso de tags, muito evidentes em sites colaborativos. São elas: “cute” e “me”.
Stewart Butterfield, um dos criadores do Flickr, dá a sua opinião sobre as tags:
“Aside: I think the lack of hierarchy, synonym control and semantic precision are precisely why it works. Free typing loose associations is just a lot easier than making a decision about the degree of match to a pre-defined category (especially hierarchical ones). It’s like 90% of the value of a ‘proper’ taxonomy but 10 times simpler.”
Resta apenas saber se a grande massa de usuários está familiarizada com o uso de tags e, mais importante ainda, se os usuários têm idéia do motivo pelos quais aquelas etiquetas estão ali na página. O que você acha?

Na minha opinião (com um pouco de ‘chutômetro’), tirando os profissionais da web ( arquitetos da informação, designers, programadores, etc), acredito que os usuários não tem idéia por que as etiquetas estão ali na página. Mas eles sabem que tais elementos servem para organizar, rotular e principalmente lembrar o conteúdo no qual estão editando.
Não sei quanto ao Flickr, mas de tempos e tempos tenho que dar uma organizada nas tags do Delicious porque tem certas horas que parecem que saem de controle.
No mais, os rótulos possuem uma fundamental importância na questão organizacional e faz com que o usuário possa ser responsável pela categorização e relevância de conteúdo.
Ótimo post Carla!
[...] See original here: Folksonomia: classificação cooperada [...]
Oi, Rodrigo!
Verdade, há um tmepo também dei uma organizada no meu delicious….hehehe
beijos e obrigada!
Olá, eu tenho opniões divergentes quanto a folksonomia, como bibliotecário defendo que a falta de um vocabulário controlado pode fazer com que as tags não cumprarm seu papel e tornem a informação não-encontrável, a idéia de se ter especialistas descrevendo conteúdos é que informações semelhantes ou proximas seja classificadas e agrupadas segundo uma relação hieranquica (a indexação), por outro lado como arquiteo de informação defendo que que de fato conhece e usa a informação é quem sabe do que ela trata e qual a melhor forma de classificar, por exemplo: se eu utilizar os termos IA, UX, IHC para descrever uma página de Arquitetura de Informação, os termos serão totalmente compreensiíveis visto a específicidade do público alvo, o que não ocorre com o publico dito leigo. Nesse sentido tando o vocabulário controlado ou em linguagem natural do usuário apresentam limitações tndo em vista a experiência do usuário com os termos adotados, sendo assim é preciso tomar cuidado ao definir os termos descritores, tanto em um caso quanto no outro, sei diso por que trabalho simultaneamente com as duas realidades a do bibliotecário e a do arquiteto de informação.