Você é bom de Geografia?

Filed Under (Sem categoria) by Carla Martins on 28-11-2008

Tagged Under :

Eu não! Já sabia disso, mas não imaginava que era tão ruim assim….buá!

Esse site traz um game ótimo para testar seus conhecimentos geográficos. Ele te mostra o nome de uma cidade e do País a que ela pertence. Seu trabalho é clicar no mapa mundi o local onde você acha que esta cidade está. Se estiver correto, aparecerá uma bandeirinha verde. Se estiver errado, ela será vermelha e logo depois uma verde aparecerá no lugar correto. Quanto mais perto sua bandeira estiver do local verdadeiro, mais pontos você ganha. Viciei!

Como separar bons arquitetos do resto

Filed Under (Sem categoria) by Carla Martins on 27-11-2008

Tagged Under :

A experiente arquiteta Donna (Maurer) Spencer explica, em uma entrevista, como ela consegue distinguir os bons arquitetos de informação do resto:

All information architects need to think structurally, organize things well, and really care about labeling and language.

I’ve found that excellent information architects do all of these things well, but they also excel at the human component, playing really well with other people. Information architecture is never an isolated, stand-alone activity. It has to be done with everyone on the design team involved. The excellent information architects work well on a team, communicate effectively with stakeholders and content authors, and do a great job of explaining to everybody how things work.

I’ve worked with some less effective information architects who have their isolated box for accomplishing their work, and don’t want to explain or justify their decisions. The great information architects explain things well, work nicely with people, and get the job done.

Achei demais. E você, acrescentaria mais alguma habilidade ou característica?

Navegação não-linear

Filed Under (Sem categoria) by Carla Martins on 26-11-2008

Tagged Under : , , ,

A navegação não-linear não surge com a Internet, nem com a web, já que o pensamento associativo é característico do ser humano, que num mero devaneio é capaz de se perder em meio à extensa rede de significações que percorre mentalmente. Ao ler um livro, assistir a um filme, escutar uma música, travar relações de comunicação, estamos constantemente formando um hipertexto mental, na medida em que pulamos de um assunto a outro estabelecendo relações entre os mesmos.

Em um artigo da Revista da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação li a citação acima, que achei ótima como ponto de partida para uma análise sobre tags e folksonomia, mas também sobre quando é oportuno oferecer/solicitar ao usuário que ele  estabeleça representações de conteúdos.

Antes dessa “Era da Coooperação” na internet, era possível apenas ir de um conteúdo a outro na web por meio das representações oferecidas por seus autores. Hoje, uma das principais características da internet é a construção de vocabulário pelos próprios usuários. As tags são etiquetas que trazem palavras representativas sobre algum conteúdo, que organizam, recuperam e armazenam links dentro de “blocos” de assuntos relacionados.

Um exemplo disso é a nuvem de tags existente no site da Globo. Lá estão dospostas as palavras mais buscadas no site. Ao clicar na tag Eleições 2008, por exemplo, o usuário é levado para uma página com todo o conteúdo do site reunido sobre aquele assunto, poupando tempo e sendo direcionado à informação que procura.

Outro exemplo é o Flickr, que permite que cada foto adicionada em um álbum seja representada por palavras. Se eu estiver navegando em uma página em que a tag ”inverno” está representando uma foto de pessoas brincando na neve, por exemplo, serei levada para uma página com todas as fotos daquele usuário que estão represetnadas pela mesma tag. Nesta mesma página há ainda a opação de consultar todo o conteúdo do site representado pela palavra “inverno”.

Aqui mesmo nesse site todos os posts são classificados por tags. Se um usuário clicar em uma delas, será levado para uma página com todos os posts classificados da mesma maneira. Imagine o tempo que um usuário levaria para encontrar esse mesmo conteúdo se tivesse que navegar página por página e ler post por post.

Assim, a folksonomia veio para dar “poder” aos usuários, que passam a ser emissores e receptores ao mesmo tempo e funciona como um vocabulário descontrolado, a partir do momento que não é construído por especialistas, mas sim por todo e qualquer usuário que esteja navegando na web e queira nomear os conteúdos que publicam. 

Por um lado, isso pode limitar a busca por informações devido ao fato de os nomes não terem sido dados por expecialistas e. por isso, não terem a presença, de repente, de palavras-chaves importantes. Mas, por outro, permite que as próprias pessoas que buscam informações sejam responsáveis por classificá-las, organizando-as de maneira semântica e coletiva.

Mas, a folksonomia não possui só pontos positivos. A internet não é utilizada apenas por pessoas que conhecem todas as tendências e navegam horas por dia. Então, é normal que muitos usuários nem saibam o que significa a palavra tag e, mesmo que saibam seu significado, não utilizam “etiquetas” pensando no seu aspecto social, mas sim em palavras que façam sentido apenas para quem as concebe. Um exemplo disso são conteúdos classificadas com as tags “meu cachorro é o mais lindo” e “meu bebê de quatro patas”.

Além disso,

Golder e Huberman (apud Marlow, 2006, online) também discutem as

dificuldades semânticas do tagging que dificultam a precisão e o andamento da

busca num sistema de tags: a) Polissemia: quando uma única palavra tem múltiplos

significados relacionados; b) Sinonímia: quando diferentes palavras têm o mesmo

significado.

O site que consegue resolver os principais problemas do taggeamento é o Delicious, por meio da sugestão das palavras já utilizadas para classificar aquele mesmo conteúdo adicionado por outros usuários no site. 

E será que todo site deve ter nuvem de tag e a funcionalidade de taggeamento do conteúdo pelos usuários? Não! É preciso discernir quando um site deve ou não comportar esse tipo de funcionalidade. Portais com muito conteúdo, sites que tratam de temas muito diversificados ou com atualizações constantes ganham muito com a utilização de tags. Do contrário, vira algo forçado que não será utilizado por ninguém.

Infelizmente, tenho percebido em muitos clientes a vontade de acrescentar tags de qualquer jeito nos seus sites. Acredito que cabe ao arquiteto de informção direcionar a vontade do cliente ao objetivo do seu site. É completamente errado o raciocínio de que é o cliente que está pagando e, portanto, deve-se elaborar tudo o que ele deseja. Os especialistas somos nós e, assim, cabe-nos a tarefa de “doutrinar”, com argumentos reais e convincentes, essas expectativas muitas vezes mirabolantes. Não é fácil, mas é possível. :) 

Pesquisa traça hábitos de usuários acostumados a navegar

Filed Under (Sem categoria) by Carla Martins on 24-11-2008

Tagged Under : , , , ,

Muito legal e completo o documento da Razorfish, que traz, além de considerações e análises sobre a internet de hoje e o futuro que nos aguarda, uma pesquisa realizada com mais de 1000 usuários dos EUA, todos eles acostumados a navegar e bastante familiarizados com a internet. Das pessoas pesquisadas, 56% eram mulheres e 44%, homens. O objetivo da pesquisa era entender seus desejos digitais, frustrações e hábitos de consumo, por isso, o grupo de usuários tinha que possuir algumas características comuns:

  • Acesso a banda larga;
  • Ter gasto, no mínimo, U$200 em compras online no ano passado;
  • Ter visitado pelo menos um site de comunidade (MySpace, YouTube, Facebook, Classmates, Wikipedia, etc.);
  • Ter publicado algum comentário ou conteúdo online, como fotos, vídeos, música ou notícias.
Esse público foi chamado de “consumidores conectados”. E é assim que vamos também chamá-lo aqui no post, para facilitar.  A pesquisa mostra que a grande maioria desses consumidores estão cada vez mais interagindo e utilizando ferramentas e sites 2.0 no seu dia-a-dia. Confira alguns dados super interessantes:
  • 28% usam o Twitter com frequência. Achei esse número super alto, levando em consideração seu pouco tempo de existência;
  • 41% usam tag clouds com regularidade
  • 52% usam RSS feeds com regularidade
  • 52% compartilharam bookmarks com outros usuários por meio de serviços como delicious;
  • 55% usam widgets em seus desktops com frequência. Esse é outro dado surpreendente porque corresponde a um número bem alto, mais da metade dos entrevistados;
  • 62% usam widgets em sites como IGoogle
  • 81% lêem conteúdos organizados como “Mais lidos” ou “Mais enviados” com frequência.
Apesar de os EUA ainda estarem engatinhando quando o assunto é mobile, assim como o Brasil, alguns aspectos dessa nova mídia foram abordados na pesquisa e trouxeram resultados esclarecedores:
  • 87% enviam e recebem SMS;
  • 82% tiram fotos com seu dispositivo móvel;
  • 67% compartilham fotos;
  • 35% já checou seu e-mail do trabalho via dispositivo móvel;
  • 43% já assistiram vídeos;
  • 46% já acessaram mapas ou pesquisaram endereços;
  • 47% já ouviram música;
  • 50% já consultaram e-mails pessoais;
  • 51% já acessaram um site via dispositivo móvel;
  • 51% já consultaram informações sobre clima, notícias e resultados de competições esportivas via dispositivo móvel.
Todos os dados da pesquisa demonstram um disposição dos usuários para abraçar e utilizar todas essas inovações que, muitas vezes, achamos ser utilizadas pela minoria da minoria. É aquela velha mania de subestiar seu público. E, se na internet isso acontece, com dispositivos móveis não será diferente. Então, mão na massa! Arquitetos estudando documentações e novas tecnologias para suprir essa demanda que já chegou por aqui. Vambora, minha gente…