Design (de Websites) Centrado no Usuário

Filed Under (Sem categoria) by Carla Martins on 24-09-2008

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Assisti a um vídeo muito legal sobre Design Centrado no Usuário e sobre a importância da realização de pesquisas para entender as deficiências dos sites que já existem e as necessidades do público-alvo para o novo site a ser proposto. No caso de empresas que lançam sites pela primeira vez, as pesquisas também são fundamentais, porque mostram o caminho certo a seguir.

Adorei a palestra de mais de 1 hora porque, além da teoria, vários cases são dovulgados, mostrando a necessidade/problema e a solução encontrada, passando pelo tipo de pesquisa adotado para descobrir a resposta. Preocupar-se com o Design Centrado no Usuário tem diversos benefícios, entre eles entender e descobrir as necessidades e os desejos dos consumidores, bem como o real target do seu público. As palestrantes mencionam um fato que, para im, parecia ser um problema maior para o Brasil, mas que percebi ser algo meio universal: muitas empresas não querem “gastar” com pesquisa, fato que é extremamente prejudicial, já que são elas que dão a certeza de saber para quem o site está sendo criado. “Gastar” à toa acontece quando há investimento alto no lançamento de um site que não atende em nada às necessidades de seus clientes.

Quantitativas x Qualitativas

As palestrantes falam também sobre as pesquisas quantitativas e qualitativas. A primeira deve ser realizada quando o ideal é generalizar, saber dados numéricos. Já a qualitative é uma maneira valiosa de pesquisar grupos menores profundamente. É impotante antentar também para a realização da pesquisa no início do projeto.

Testes de Usabilidade

Os testes de usabilidade mereceram destaque na apresentação. Porém, percebi que o que elas chamaram de Usability Tests, de maneira generalizada, tratava-se mesmo da Análise de Tarefas. O legal foi a sinceridade e a objetividade utilizada na explicação.

Você pode utilizar as salas espelhadas, com câmeras gravando todos os movimentos dos usuários. Porém, isso fica muito caro e demora muito mais tempo. Simplesmente chamar pessoas e anotar os imputs é uma maneira mais rápida e barata de obter riquíssimos resultados.

Cases

1. Califórnia Academy of Sciences

  • Pesquisa por telefone
  • Público muito diversificado, cada um com suas necessidades
  • Contar histórias dos cientistas de maneira didática
  • Animação de diversos habitats na navegação: trazer a experiência do museu para o site
2. Museum of Modern Art
  • Site não era flexível para acomodar novos conteúdos
  • Tecnologia ultrapassada
  • Não sabiam com o público
  • Foi realizado Facus Group e Entrevista com Usuários, além de Análise de Tarefas
O que aprenderam
  • Os usuários têm interesse, mas não entendem de arte moderna
  • Não entendiam a divisão do site entre exposição e coleção permanente
  • Precisavam falar de arte de maneira familiar para eles
3. Open Architecture Network
  • Entrevistas por telefone
  • Sistema que comporte muito conteúdo colaborativo
  • Administrador bem elaborado
  • Mecanismo de busca eficiente
4. United Methodist Church Youth
  • Entrevistas individuais e em grupos
  • Pessoas tinham percepção negativa da igreja
Resultados Obtidos
  • Site virou um centro de colaboração, uma comunidade onde os jovens podem interagir por vídeo e comentários.
  • Foi criada uma ferramenta em que o usuário pode contruir uma representação de um desejo ou de uma oração.
5. Once Upon a School
  • Comunidade de professores e alunos para trocar informações
  • Palavra de ordem: colaboração
  • Mecanismo para compartilhar experiências
Conclusões
Não é porque interatividade está nam oda que ela é a solução para tudo. Por isso pesquisas são tão importantes: elas ajudam a encontrar soluções estratégicas.
Abaixo, confira a palestra na íntegra.

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