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E-commerce e as empresas pré-históricas
Filed Under (Sem categoria) by Carla Martins on 15-08-2008
Tagged Under : e-commerce, site
Nas últimas semanas precisei comprar alguns produtos que não são especialidades de sites como Americanas.com e Submarino. Claro que eu poderia ter realizado as compras em lojas físicas, porém, preferia mil vezes comprar online por alguns motivos:
1 - Passo o dia inteiro em frente ao computador e é muito mais cômodo não precisar perder parte da minha noite depois de um dia de trabalho indo a lojas para fazer compras
2 - Um dos produtos que precisava comprar (mala de viagem) era grande e daria trabalho para levar até em casa
3 - As lojas que vendem esses produtos no caminho de casa já estão fechadas quando volto do trabalho
Então, lá fui eu buscar os produtos na internet. Primeiro, precisei comprar itens de decoração para festas, como bexigas, guirlandas, faixas, painéis decorativos e convites. Encontrei no Google pouquíssimos sites que realizavam venda online desses produtos e, os que realizavam, ou cobravam fretes absurdos ou não continham fotos ou detalhes suficientes dos produtos oferecidos. Ou seja, tive que fazer a compra em lojas físicas mesmo, que remédio…
Depois foi a mala, que me surpreendeu ainda mais. Pasmem, mas a esmagadora maioria das lojas especializadas em bolsas, mochilas e malas não possuem e-commerce! Resultado: não comprei a mala até agora e terei que fazer isso durante meu precioso final de semana.
Fiquei me perguntando quantas pessoas não passam pela mesma frustração que eu e, mais importante, quanto dinheiro essas empresas não perdem diariamente por não realizar venda online.
Pesquisando na internet, certifiquei-me de que, realmente, tem muita empresa pré-histórica atuando no mercado. Afe!
Em um artigo publicado no site Empresas e Negócios, há alguns dados que comprovam o fato. Segue o trecho:
O uso da internet visando à geração de negócios ainda é muito baixo no Brasil. Entre as empresas que possuem página na internet, 48% disponibilizam preços e catálogo de produtos e serviços para os consumidores, 34% oferecem suporte pós-venda, 23% aceitam pedidos e reservas de produtos e serviços e 10% possuem recursos para transações completas e meios de pagamento via web.
A discrepância do ponto de vista dos negócios é que os números mostram um ávido exército de consumidores circulando nas páginas da internet e, ainda assim, mais da metade das empresas não possui um espaço na internet. Entre as que possuem, 37% não apresentam nenhum dos recursos pesquisados.
Eu queria entender como esses empresários podem ser tão desligados das necessidades dos seus próprios consumidores! No artigo, há dados de uma pesquisa que demonstra o quanto vale a pena investir em e-commerce:
De acordo com o NIC.br, com a venda pela internet, 74% das empresas obtiveram redução dos custos dos negócios, 71% agregaram mais qualidade para o consumidor, 69% tiveram o tempo de transação comercial reduzido, 58% registraram vantagem na equiparação à concorrência e 49% conseguiram aumento do número de vendas e de consumidores.
Tá bom ou quer mais?
