Assisti a um vídeo muito legal sobre Design Centrado no Usuário e sobre a importância da realização de pesquisas para entender as deficiências dos sites que já existem e as necessidades do público-alvo para o novo site a ser proposto. No caso de empresas que lançam sites pela primeira vez, as pesquisas também são fundamentais, porque mostram o caminho certo a seguir.
Adorei a palestra de mais de 1 hora porque, além da teoria, vários cases são dovulgados, mostrando a necessidade/problema e a solução encontrada, passando pelo tipo de pesquisa adotado para descobrir a resposta. Preocupar-se com o Design Centrado no Usuário tem diversos benefícios, entre eles entender e descobrir as necessidades e os desejos dos consumidores, bem como o real target do seu público. As palestrantes mencionam um fato que, para im, parecia ser um problema maior para o Brasil, mas que percebi ser algo meio universal: muitas empresas não querem “gastar” com pesquisa, fato que é extremamente prejudicial, já que são elas que dão a certeza de saber para quem o site está sendo criado. “Gastar” à toa acontece quando há investimento alto no lançamento de um site que não atende em nada às necessidades de seus clientes.
Quantitativas x Qualitativas
As palestrantes falam também sobre as pesquisas quantitativas e qualitativas. A primeira deve ser realizada quando o ideal é generalizar, saber dados numéricos. Já a qualitative é uma maneira valiosa de pesquisar grupos menores profundamente. É impotante antentar também para a realização da pesquisa no início do projeto.
Testes de Usabilidade
Os testes de usabilidade mereceram destaque na apresentação. Porém, percebi que o que elas chamaram de Usability Tests, de maneira generalizada, tratava-se mesmo da Análise de Tarefas. O legal foi a sinceridade e a objetividade utilizada na explicação.
Você pode utilizar as salas espelhadas, com câmeras gravando todos os movimentos dos usuários. Porém, isso fica muito caro e demora muito mais tempo. Simplesmente chamar pessoas e anotar os imputs é uma maneira mais rápida e barata de obter riquíssimos resultados.
Cases
1. Califórnia Academy of Sciences
- Pesquisa por telefone
- Público muito diversificado, cada um com suas necessidades
- Contar histórias dos cientistas de maneira didática
- Animação de diversos habitats na navegação: trazer a experiência do museu para o site
2. Museum of Modern Art
- Site não era flexível para acomodar novos conteúdos
- Tecnologia ultrapassada
- Não sabiam com o público
- Foi realizado Facus Group e Entrevista com Usuários, além de Análise de Tarefas
O que aprenderam
- Os usuários têm interesse, mas não entendem de arte moderna
- Não entendiam a divisão do site entre exposição e coleção permanente
- Precisavam falar de arte de maneira familiar para eles
3. Open Architecture Network
- Entrevistas por telefone
- Sistema que comporte muito conteúdo colaborativo
- Administrador bem elaborado
- Mecanismo de busca eficiente
4. United Methodist Church Youth
- Entrevistas individuais e em grupos
- Pessoas tinham percepção negativa da igreja
Resultados Obtidos
- Site virou um centro de colaboração, uma comunidade onde os jovens podem interagir por vídeo e comentários.
- Foi criada uma ferramenta em que o usuário pode contruir uma representação de um desejo ou de uma oração.
5. Once Upon a School
- Comunidade de professores e alunos para trocar informações
- Palavra de ordem: colaboração
- Mecanismo para compartilhar experiências
Conclusões
Não é porque interatividade está nam oda que ela é a solução para tudo. Por isso pesquisas são tão importantes: elas ajudam a encontrar soluções estratégicas.
Abaixo, confira a palestra na íntegra.